O governo alemão confirmou nesta quarta-feira três casos de gripe suína no país, o terceiro país europeu e o nono em todo o mundo a ser atingido pela epidemia da gripe suína, doença respiratória que deixou sete mortos no México. Na Oceania, a Nova Zelândia aumentou para 14 o número de casos confirmados da doença e a OMS (Organização Mundial da Saúde) convocou uma reunião científica de emergência para debater os riscos da epidemia.
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O Instituto Robert Koch de virologia, responsável pelos exames dos suspeitos de ter contraído a doença na Alemanha, anunciou que três pessoas sofrem da gripe suína no país. O instituto explicou que um dos casos é o de uma jovem de 22 anos que está internada em um hospital de Hamburgo, após apresentar sintomas gripais em seu retorno de uma viagem ao México.
O segundo caso é de um homem de mais de 30 ano, tratado na clínica universitária de Regensburg. A terceira paciente é uma mulher de 37 anos residente de Kulmbach, ambas no sul da Alemanha. Os dois tinham retornado de viagem ao México.
O Instituto Robert Koch ressaltou que não existe uma ameaça geral de epidemia para a população e afirmou que são avaliadas atualmente os exames de outras pessoas suspeitas de ter contraído a doença.
Autoridades sanitárias da Alemanha anunciaram que esperam mais contágios da gripe suína no país, já que aproximadamente 9.000 alemães estão em viagens turísticas ao México.
A OMS confirmou ainda outros 105 casos da doença em vários países. O Reino Unido e Espanha confirmaram, no começo desta semana, quatro casos de gripe suína. A epidemia atingiu ainda Estados Unidos, onde há 50 casos confirmados em cinco Estados, Canadá e Israel.
A Nova Zelândia afirmou também nesta quarta-feira que o número de casos de gripe suína no país subiu para 14. Segundo a responsável pela área de saúde do país, Julia Peters, outros estudantes de um grupo escolar que visitou recentemente o México tiverem testes positivos para a doença. Um outro turista, que também visitou recentemente a América do Norte, apresentou os sintomas da gripe suína.
"Nós devemos assumir que há gripe suína em 14 casos identificados", disse Peters aos repórteres. "Todos os 14 responderam bem ao tratamento com drogas antivirais e estão em quarentena voluntária em casa".
A variação do vírus apresentada pelos pacientes da Nova Zelândia é igual à do México, país mais atingido pela doença. Na noite desta terça-feira, as autoridades rebaixaram de 20 para sete o número de mortes confirmadamente causadas pelo vírus influenza A. O governo mexicano afirmava, anteriormente, que havia 22 mortos pela doença --número que a OMS não confirmava, mantendo o saldo em 20 vítimas.
O vírus é transmitido como o de uma gripe comum, de pessoa para pessoa, e até agora as autoridades de saúde registraram que os antigripais Relenza e Tamiflu são eficientes contra a infecção. Embora tenha tido origem provável em porcos, não há risco de contrair a doença pela ingestão de carne de porco, porque a temperatura de cozimento (acima de 70ºC) mata o vírus.
Os sintomas em humanos são parecidos com os da gripe comum e incluem febre acima de 39°C, falta de apetite e tosse. Algumas pessoas com a gripe suína também relataram ter apresentado catarro, dor de garganta, náusea.
Reunião de emergência
Em Genebra, Suíça, a OMS realizará nesta quarta-feira uma "revisão científica" sobre a gripe suína para reunir informações sobre a difusão do vírus pelo mundo, o modo de transmissão, os efeitos do vírus no homem e modos de tratamento.
Especialistas dos EUA, México e outros países com casos confirmados da doença participarão, por telefone, da reunião e um relatório deve ser publicado ao final do encontro.
A OMS aumentou nesta segunda-feira o nível de alerta de três para quatro, em uma escala de até seis. O alerta representa o reconhecimento da transmissão do vírus de pessoa para pessoa e surtos da doença em comunidades.
Nesta terça-feira, a OMS afirmou, contudo, que a gripe suína poderia evoluir para uma "pandemia leve" e advertiu os governos para que tomem medidas de precaução.
O termo pandemia é utilizado pela organização para descrever a ocorrência de uma doença grave simultaneamente em muitos países. até o momento, contudo, a maioria dos casos confirmados em nove países de quatro continentes foram relacionados aos casos da doença no México.
A organização, contudo, não pediu restrições de viagens ao México e outros locais infectados e já afirmou que fechar fronteiras não será solução para evitar uma possível pandemia.
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Admin CT
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